Derretendo a segurança na teia do crime de gravata
Miguel Gustavo de Paiva Torres
Este senhor, secretário de segurança e deputado federal Guilherme Derrite, foi chamado às pressas ao Congresso Nacional para relatar um projeto de lei antifacções do crime organizado no Brasil.
Misturou terrorismo e crime organizado em um primeiro momento, certamente por pressão do bolsonarismo, para abrir nossas fronteiras às investigações da CIA e punição dos Estados Unidos como acontece no momento na Venezuela e na Colômbia.
A reação forte e imediata das autoridades de segurança nacional do Brasil, da mídia em geral e da população trabalhadora e produtora de bem — maioria absoluta do povo cansado de guerras em praças públicas, intimidações violentas, extorsão e assassinatos gratuitos — exigiu o combate efetivo e o final da leniência com criminosos de alta periculosidade, com direitos políticos estabelecidos de saidinhas para roubar matar sequestrar em nome da quimera dos direitos humanos da miséria e da monstruosidade criminosa.
Ao tentar consertar a mensagem que parecia querer delimitar as eficientes e competentes ações ininterruptas da Polícia Federal do Brasil amparadas pela Constituição, para colocar em primeiro plano as investigações e ações das polícias e do sistema judiciário dos Estados, muitas delas herdeiras de centenárias práticas de corrupção e crimes de mando, como registrado em crônicas policiais e políticas.
Essa tradição nacional da capangagem fardada, que existia antigamente, transforma-se nas modernas milícias de extermínio e saques, tendo como vítima, quase sempre, a gente humilde, que não senta mais na porta de casa para jogar conversa fora.
O Tocantins, por exemplo, mostrou recentemente como o crime organizado começa e termina nos palácios. Na Amazônia estão de tocaia os Guardiões do Estado, o PCC, o CV e máfias poderosas.
O jovem presidente da Câmara, em busca de holofotes e prestígio político em vésperas eleitorais, tentou equilibrar o combate ao crime e os direitos políticos dos criminosos espalhados por todos os Estados da Federação.
São as fortunas desses poderosos chefões que elegem, subornam e corrompem Deus e mundo. Mais o mundo do que Deus, que é sinônimo de justiça, verdade, paz e vida