Mulheres

Miguel Gustavo de Paiva Torres

Meu único fetiche: a mulher. A mulher na sua mágica mais divina. A beleza é relativa como tudo é relativo no plano físico e da física.

De Maria Callas a Yoko Ono só o olhar de Onassis ou o de Lennon tiveram acesso à essência de cada qual.

Não há “espelho meu diga se há alguém mais bela que eu”. Há apenas uma única mulher e elas são todas as que existem antes e depois da humanidade.

A humanidade é quem cria o cheiro e o sabor da tinta na tela; trazendo para a sala a imortalidade de um momento único no tempo e no espaço de outros tempos e outros espaços.

Não sejam ridículos e não inventem moda: brancas, pretas, amarelas, peles vermelhas, são todas incolores e sem rosto.

São rosas, jasmim e petúnias feitas de pele e pelúcias. Cristal e Jade. Esquimó, Navajo, Yanomami. Como esquecer o lindo sorriso da menina Yanomami, nos braços da repórter Sônia Bridi, no momento de um resgate com um toque de afeto. O afeto mágico transforma-se no sorriso de uma menina, que será uma moça, mulher, mãe, avó e finalmente samambaia na varanda ou flor no jardim

Se fosse para ser tudo uma só criatura, não haveria o sexto sentido, o olhar que ninguém vê, as omoplatas e os dedos de fadas. O sacrifício da mãe pelo fruto do seu ventre. O mistério da mulher.  Eterna.

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