O Espanto
Miguel Gustavo de Paiva Torres
A degringolação da mais alta corte de justiça do Brasil com rapidez inesperada causou espanto ao ministro Alexandre de Moraes considerado um dos heróis de 2025 pela icônica revista Time dos Estados Unidos.
Acompanhando a amoralidade dos novos tempos pintados em telas gigantes com pingos de sangue, massas cerebrais passadas no liquidificador, pixels, óleo e gás no grande panorama do maravilhoso mundo novo de Aldous Huxley.
Chegamos finalmente à aldeia global profetizada pelo filósofo Marshall McLuhan nos anos 70 do século passado. Tive o privilégio de ouvir uma palestra de McLuhan no Clhotier Hall, templo gótico do saber no campus do Swarthmore College, na Pensilvânia.
O tema focal de McLuhan, já naquela época, era a Comunicação, suas mudanças de forma em novas tecnologias e o impacto de fundo nas sociedades humanas.
Já estava no horizonte a comunicação sem fronteiras, entre todos os seres humanos do planeta, por meio de novas tecnologias do áudio visual. Sem barreiras. O meio é e será a mensagem.
Mas, apontava o filósofo, o mundo voltará a ser formado por aldeias. Aldeia global, porém, seccionadas por núcleos de pensamentos e manifestações direcionados por aqueles que consigam controlar os meios e as mensagens.
Cada qual escolherá a sua tribo no eterno retorno aos seus instintos primitivos e crenças pessoais e grupais.
Tudo isso se dará no concerto dissonante, porém harmônico de uma sociedade global fragmentadas em aldeias.
Na política, por exemplo, teremos as aldeias dos opressores e dos oprimidos, ou dos ricos e dos pobres; dos brancos e dos coloridos, dos múltiplos deuses e dos múltiplos sexos, e assim por diante, cada qual em sua aldeia em nível global.
Como dizia o famoso slogan da extinta empresa global ODEBRECHT: “Pensar global, agir local”. Chegamos lá. Mesmo sendo tartarugas.
Formidavel ! Irei passar para outros brasucas!!!