Átila e Gengis Khan: no tempo das invasões e dos saques das riquezas   

Edberto Ticianeli

No mundo antigo, muito antigo, lá pelo século V, surgiu entre os hunos, habitantes das estepes da Eurásia, Átila, um guerreiro que se tornaria símbolo do terror e da devastação. Sua liderança o levou a ser rei do seu povo.

Seus soldados eram cavaleiros exímios, mestres da guerra de movimento e do ataque rápido. Sob a liderança de Átila, se transformaram em força irresistível. E assim, as fronteiras caíram sob a violência dos ataques hunos. Até o Império Romano do Oriente foi obrigado a pagar pesados tributos para evitar a destruição de suas cidades.

O Império Romano do Ocidente não teve a mesma sorte e sofreu invasões sucessivas que culminaram em episódios emblemáticos, como a devastação de regiões da Gália e da Península Itálica. Cidades foram saqueadas, populações deslocadas e reinos inteiros abalados pela simples notícia da aproximação do poderoso Átila e do seu exército.

O temido guerreiro entrou para a história com o “Flagelo de Deus”, com sua figura associada à de um bárbaro sanguinário e destruidor. Seu império foi efêmero, desintegrando-se pouco após sua morte.

Sete séculos depois, nas vastas estepes da Ásia Central, surgiu um líder mongol que ficou conhecido como Gengis Khan. Foi ele o responsável por transformar tribos nômades em um poderoso império, cujo exército tratou de ampliá-lo até a fronteira da Europa Oriental.

As linhas divisórias entre os impérios existentes foram apagadas pelas ações de forças com grande mobilidade, adaptadas às duras condições das estepes e capazes de executar campanhas rápidas e devastadoras. As fronteiras pouco significavam: o mundo era visto como um espaço aberto à conquista. Quem não se submetesse era destruído. Praticamente não encontraram resistência em suas conquistas.

Foi assim que Gengis Khan implantou o maior império contíguo da história, tão poderoso que redefiniu a geopolítica medieval e reconfigurou as rotas comerciais de então. Tudo isso com elevados custos humanos e muita destruição.

Felizmente isso aconteceu há muito tempo, períodos em que a barbárie se impôs em vastas áreas do mundo.

Atualmente, é impensável que existam Átilas ou Gengis Khans dispostos a desrespeitarem fronteiras e nações para promoverem saques de riquezas.

Isso é coisa de bárbaro, do passado… felizmente…

Edberto Ticianeli

Jornalista e Produtor Cultural. Ex-secretário Estadual de Cultura. Editor dos sites História de Alagoas e Contexto Alagoas.

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