Jonas, a baleia, o banco, as propinas, Deus e o tribunal

Miguel Gustavo de Paiva Torres

ORA POIS Ó PÁ. Bilhões e bilhões de dinheiro roubado em transações em esquemas criminosos proporcionado uma vida de paxá para um jovem e neófito banqueiro fora da rota tradicional das normas e regras da fiscalização financeira de um país ainda em construção e considerado paraíso de bandidos mundo afora. Evidentemente esse nível de grana arregala os olhos e as transmissões elétricas do cérebro de supostos juízes que, de repente, descobrem que também podem ser bilionários e jogam a cara a tapa sem o menor pudor.

Seriedade, interesse público etc, são falácias que só interessam a supostos tecnocratas assalariados, mortos de fome e sem futuro nesse novo mundo de progresso e prosperidade.

Afinal de onde vêm de repente esse moralismo que nunca existiu nestas terras tropicais colonizadas por saqueadores e predadores.

Quando chega a minha vez fica todo mundo contra jogando tinta suja e imagens deturpadas na opinião pública nacional.

Todo juiz tem o direito de pensar como quiser e julgar como desejar.

Um bom rapaz, com ótima aparência de businessman e bilhões de dólares amealhados em transações político-comerciais com um dos últimos bancos públicos que sobraram no Brasil, deveria ser tratado como gênio e não como marginal.

Se um juiz, com nome de doce de festa de praça, baba açúcar com a imaginação viajando na possibilidade de tornar um processo cível-criminal em processo sigiloso ad aeternum, e consegue uma parelha que também veste toga de juiz e dispõe de autoridade para fiscalizar contas por que não melar esse jogo dos bacanas e abocanhar alguns bilhões do Artista Porcalhão; rei das festas emergentes de celebridades e políticos na capital da República.

VERGONHA? Vergonha de quê meu amigo? Sempre foi assim que funcionou por que não querem deixar um naco de carne para nossa dupla togada e revestida de autoridade legal.

Por mais que a gritaria seja ensurdecedora ouvidos moucos são ouvidos moucos. Afinal todos têm direito ao botim do Tesouro Nacional. Vão envelhecer e plano de saúde, remédios e hospitais hoje em dia só para bilionários. Arremedados vão para o SUS.

Quem é doido de perder uma oportunidade dessa num país sem beira nem eira, e sem lei. E se alguém falar mal vamos PRENDER.

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