“A morte é a prova de que você viveu”

Osvaldo Pife

Eu vi essa frase em algum lugar. Confesso minha incompetência cognitiva. Não sei se era exatamente essa frase. De todo jeito, foi uma catapulta para lançar uma dúvida: a morte é necessária?

Não sei se o O Deus-verme de Augusto dos Anjos nos responde.

O Chico Anysio tinha pena de morrer. O Ariano Suassuna discordava dela.

Acredito que morremos sempre.

Ora não somos os mesmos há décadas, ora somos novos há minutos.

A morte é irônica e nos mata dia-a-dia, com hífen, no fulminante significado do substantivo composto.

Se a temos como certeza, pior seria se a tivermos como dúvida.

Há, sim, morte.

Qual? Aquela que fez desaparecer nossas memórias?

Aquela morte que matou as lembranças?

Dia desses, lembrei-me de que a morte não existe.

No caldinho do Beco da Moeda, na verdade, segundo o Ticianeli, do professor Moeda, Beco do Moeda, o Borjão, travando uma dose entre o polegar e o indicador; e o Fábio Gomes, lendo seu Fiódor Dostoiévski chegaram à seguinte conclusão: “somos uns merdas“.

Isso é morte?

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