Pandemia e ideologia: anos horríveis
Miguel Gustavo de Paiva Torres
O ano de 2021 foi um annus horribilis, repetindo 2020, e não o ano milagroso que todos nós, mentalmente ainda sãos, desejávamos para todos, inclusive para Deus, cujo nome continuou sendo invocado em vão por trapaceiros e malfeitores.
Nada de novo ainda sob a luz do sol daqueles anos horríveis, exceto a Covid-19, que passou a ser a Covid-20 e se reinventou como Covid-21.
Trump e Bolsonaro, a dupla traição. Não se tratou da imitação de Cristo e da Vida. Foi a imitação do mal e da morte. Essa que vem a cavalo coberta com o seu capuz, relinchando e soltando o fogo do vírus em nossas casas e antigos jardins transformados em pedras que choram.
O Brasil bolsonarista copiou em papel carbono de segunda mão o modelo negacionista irresponsável e genocida de Donald Trump; militando dia e noite contra a ciência e a favor da morte massiva com apoio de médicos e vigaristas políticos que os apoiaram nessa cruzada macabra que jogou a favor de um vírus mortal.
Um milhão de mortos na marcha fúnebre regida por Trump, a partir da capital do seu império. Mais de 700 mil mortos. Bem mais, na sua cópia brasileira, e outras centenas de milhares em suas pretensas colônias mundo afora.
Sim. Foram anos horríveis.