A Pompa, a Circunstância e a Putaria
Miguel Gustavo de Paiva Torres
Por óbvio, como dizem os intérpretes da lei e da jurisprudência nacional, há algo de mal cheiroso na República Bananeira do Brasil, o consenso é geral.
Como no antigo filme em preto e branco sobre Sansão e Dalila, que rodava pelas cidades do interior nordestino em dias de feira e feriados, chegou a hora de arrepiar os cabelos de meninos e meninas: traído por Dalila, acorrentado e cego, Sansão em acesso sobrenatural de fúria e força derruba as colunas do templo dos homens e de Deus.
Chegou a hora de acabar com essa putaria, gritou o candidato Lula da Silva em comício público nas brenhas do Brasil, a menos de um mês para a sua quarta eleição.
O candidato referia-se à Suprema Corte do Brasil, com seus pilares de legitimidade abalados por uma desenfreada corrupção trazida a julgamento pelos próprios supostos corruptos, togados na toba da milonga do Kabulête. — Vergonha? — nenhuma, faz parte do nosso show, gritou o pastor das malas falas.
As milícias togadas formaram duas linhas de frente: as “alexandrinas” e as “mendoncistas”; para discussão e abertura de investigações sobre a falta de discrição e compostura em suas relações com o crime organizado do poderoso chefão Daniel Vorcaro, o mais notável, invejado e admirado sicário da República de Latão do Brasil. O rei da putaria, ao qual se referia Lula da Silva para a sua militância política em busca de apoio ao seu quarto e último mandato naquela conspurcada campanha eleitoral de 2026.
Vamos mudar de assunto. Precisamos de uma ou duas cabeças na bandeja para entregar aos nossos dinásticos seguidores e, quiçá, à oposição. Limpar a área. Restaurar a Pompa e a Circunstância. Como deve ser, na política e na guerra. O que importa é a narrativa, a boa consciência, as mãos limpas e o final feliz para os milhões de eleitores dos currais da nação”… — Adelante Sancho, el camino es largo, por supuesto.